Por vinte minutos, policiais não entraram em confronto com quadrilha que ‘explodiu’ banco na PB

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Na madrugada desta quinta-feira, 3 de março, policiais civis de Campina Grande e região se deslocaram até o cariri paraibano, para participarem de uma operação que tinha como ponto base a cidade de Sumé. No caminho – mais precisamente na ponte de São João do Cariri – o comboio de viaturas teve de frear bruscamente. Centenas de grampos estavam espalhados na pista.

De pronto, os policiais já sabiam que havia um ataque a banco em curso na área. Restava confirmar qual a cidade atacada, para iniciar uma perseguição. No trecho da rodovia entre São João do Cariri e Serra Branca, onde houve as explosões ao Banco do Brasil, a pista estava repleta de grampos. Inviável seguir viagem.

O comboio, então, percorreu por outra via de acesso a Serra Branca. E em determinado ponto, deparou-se com uma camioneta incendiada no meio da pista. Beneficiados com tantos obstáculos arquitetados, os bandidos fugiram.

De acordo com moradores da cidade, o Banco do Brasil local estava sem funcionar por causa da última investida criminosa, há cerca de três meses. Portanto, não havia dinheiro nos caixas.

QUEM PERDE COM ISSO?

No trecho dos grampos, o proprietário de um pequeno caminhão lamentava nada menos do que quatro pneus furados. Na carroceria, animais que seriam comercializados nas redondezas.
Mais à frente, uma ambulância do SAMU que transportava uma paciente também ficou na estrada. Em seguida, passageiros de uma Van amargavam a viagem interrompida.

O veículo encontrado em chamas havia sido roubado. Se o carro não estava no seguro, prejuízo total para seu dono. Em frente ao banco de Serra Branca, moradores perdiam a esperança. “Estava certo para o banco começar a funcionar nos próximos dias. Agora com esse novo ataque, só Deus sabe” …

QUEM PODE MUDAR ISSO?

Se a sociedade brasileira estiver pensando que a polícia sozinha é capaz de combater esses ataques, mude seus conceitos e pressione os setores competentes pelas medidas necessárias.

Caso contrário, desista. E se conforme com o que de pior há de vir.