Eleições 2018: Primeira reivindicação de PRFs aos presidenciáveis é o “ciclo completo de polícia”

0
440

A Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF) encaminhou aos candidatos à Presidência da República uma lista de propostas para melhorar a segurança pública e segurança viária do Brasil. E no primeiro lugar da lista está a implementação do chamado “ciclo completo de polícia”.

De forma resumida, o ciclo completo é a prerrogativa de investigar crimes, que no Brasil é concedida apenas às polícias Civil e Federal, estando, portanto, as polícias Militar e Rodoviária Federal proibidas de executar essa importante atividade para a segurança pública.

Na avaliação da FenaPRF, essa ‘exclusão’ das polícias uniformizadas prejudica o combate ao crime, além sobrecarregar a PC e PF. Confira abaixo a justificativa da FenaPRF no pleito encaminhado aos presidenciáveis:

Muito se fala em aumentar a eficiência e integração entre os órgãos policiais, o Ministério Público e o Poder Judiciário, além do necessário investimento em inteligência policial, visando a melhorar os índices e tempo de solução de crimes. Ocorre que o Brasil, em descompasso com os demais países desenvolvidos, não adota o ciclo completo de polícia.

Assim, as polícias ostensivas, que se encontram mais próximas da população e em contato direto com o crime, não possuem competência para investigação, sequer podendo realizar atos de inteligência policial, além de não terem contato direto com o poder judiciário e MP, devendo registrar todas as ocorrências policiais em uma delegacia de polícia judiciária, mediante um procedimento moroso.

Isso retira os policiais das ruas e ainda representa um prejuízo para as atividades da Polícia Civil e Federal, que empregam a maior parte de seu efetivo e recursos para serem meros registradores de ocorrências das polícias ostensivas, ao invés de se dedicarem à investigação de crimes mais complexos, como crimes contra a vida, crime organizado e contra a administração pública.

Assim, com esse modelo atual, todas as polícias perdem em eficiência e produtividade, e perde mais ainda a sociedade, com altos índices de violência e baixos índices de solução de crimes.

FenaPRF