Deputado defende que todo policial deve ter autonomia para investigar crimes

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“A produção de informações dos agentes da Polícia Federal deve servir para abastecer o Ministério Público e o Poder Judiciário. A produção dos praças da Polícia Militar e dos guardas municipais precisa chegar ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. E não simplesmente a produção dos delegados.”

A declaração é do deputado federal Subtenente Gonzaga (PDT/MG), durante entrevista concedida à TV Câmara. De acordo com o parlamentar, o Brasil possui mais de 700 mil agentes de segurança distribuídos entre suas corporações estaduais e federais, mas a atribuição de conduzir as investigações é reservada a menos de 4% desse efetivo policial, que são os delegados de polícia.

Na avaliação do deputado, é preciso modificar a legislação no que diz respeito à forma como as polícias foram organizadas no país.

“O modelo do Judiciário está correto; o modelo do Ministério Público está correto. O problema lá é de ‘capacidade’, é preciso ampliar sua capacidade. O modelo equivocado é o de polícia”, declarou Gonzaga.

Para ele, isso explica, em parte, os baixos índices de elucidação de homicídios no Brasil. “No mundo, apenas Cabo Verde e Guiné-Bissau adotam esse modelo de polícia, e esses países não são bons exemplos”, concluiu.

A polícia que a polícia quer

Em 2014, a Fundação Getúlio Vargas e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública realizaram uma pesquisa com mais de 22 mil agentes de segurança pública das polícias Civil, Militar, Federal, PRF e Corpo de Bombeiros.  Desse total, 80,9% defenderam Carreira Única nas corporações.  Sobre esse tópico específico, o deputado não deixou muito clara sua opinião.