Caso Melissa: Investigação da PF derruba discurso de alguns defensores dos direitos dos presos

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O auditório estava cheio. Nas cadeiras, pessoas entre 18 e 30 anos de idade, em sua maioria. Estudantes de Direito que futuramente serão os nossos juízes, promotores, delegados, advogados, etc. Nossos futuros defensores e aplicadores da lei.

Em determinado momento, o palestrante – visivelmente ‘pé-atrás’ com a polícia – disse com um poder de persuasão eficaz para aquele público muito distante da realidade que o cerca:

“Policiais que atuam dentro da legalidade não são alvos dos bandidos. Geralmente, quando um policial é assassinado, pode investigar que algo errado ele fez”.

Instruções como essa foram e são ministradas dentro do mundo acadêmico sem nenhum pudor. Por ignorância ou má fé.

Melissa

Em maio deste ano, a psicóloga Melissa Araújo (foto), mãe de um bebê de dez meses, foi executada a tiros na cidade de Cascavel (PR). Seu crime? Exercer sua profissão numa penitenciária federal.

Melissa não torturava ninguém no presídio. Pelo contrário, compunha o quadro de profissionais incumbidos de ‘ressocializar’ os presos. Se trabalhasse numa escola ou hospital, certamente não teria sido assassinada. Foi morta somente por ser – além de psicóloga – agente penitenciária, segundo revelam as investigações da Polícia Federal sobre o caso.

‘Melissas’

Alguns defensores dos direitos dos presos tentarão dizer que “Melissa foi um caso isolado”. Mas a internet está aí para lembrar que a psicóloga é a terceira vítima em um ano, entre agentes penitenciários federais. E olha que não vamos nem citar os policiais mortos pelo Brasil…

Ignorância ou má fé? O juízo é do leitor.