8 de Março – Quem é a mulher que mais se destacou na Segurança Pública da Paraíba?

0
899

Os órgãos policiais são compostos por vários segmentos, e cada um deles tem sua representatividade sindical. A categoria dos delegados de polícia, por exemplo, conta com duas entidades representativas no estado. Os oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros têm sua representação específica, assim como os praças dessas corporações. Os agentes penitenciários dispõem de sindicato e associação, e os profissionais do Instituto de Polícia Científica (IPC) também se agrupam em entidade sindical.

Mas de todos os setores da Segurança Pública da Paraíba, apenas duas entidades representativas têm no comando uma mulher: a Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba (Aspol), que é presidida por Suana Melo (foto); e a Associação de Cabos e Soldados, tendo como presidente a sargento Eliane.

Na atual conjuntura, o foco se volta para Suana. Não apenas por “ser mulher”. Esposa e mãe. Isso, por si só, não garante muita coisa para o contexto em discussão. O que fez de Suana a mulher-policial mais em evidência no estado da Paraíba foi sua determinação e coragem de lutar por uma polícia investigativa mais forte. E consequentemente, com mais condições de enfrentar o crime e costurar a segurança que a sociedade precisa e merece.

A impunidade, como se sabe, é um dos combustíveis mais poderosos para o aumento da violência. Quem comete crimes e não é identificado tende a continuar vivendo da prática delituosa. E só há uma forma de frear tudo isso em curto prazo: aplicando os investimentos necessários à Investigação Criminal.

É o Investigador Criminal que tem a missão de sair às ruas à procura das pistas que o criminoso deixou por onde passou. É um trabalho ‘velado’, secreto, e por isso mesmo longe do conhecimento público. Mas é o que tem garantido a Campina Grande, por exemplo, um dos maiores índices de elucidações de homicídios no Brasil.

Nunca é demais lembrar: a cada 100 pessoas que sentam no banco dos réus no Tribunal do Júri de Campina Grande, 93 são condenadas. A informação foi dada pelo próprio Ministério Público, em entrevista à TV Paraíba. Isso é reflexo direto da Investigação Criminal.

Não vamos entrar no mérito da luta encabeçada por Suana, porque o tema é complexo e recheado de detalhes. E lembrando que por trás de um grande nome sempre existe uma grande equipe, a Aspol simplesmente dobrou o número de filiados num curto espaço de tempo, o que revela a confiança depositada por mais de mil Investigadores Criminais em quem toca esse barco para frente.

Suana Melo é, hoje, a mulher que preside a maior entidade representativa da Polícia Civil da Paraíba. E com índice de aceitação difícil de se comparar no meio sindical.