Sexta-Feira, 23 de Junho de 2017

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Publicada em 11/02/2017 | Autor: QAP

Sem investigação não há justiça. Sem justiça não há paz
Sem investigação não há justiça. Sem justiça não há paz

O homem em destaque na foto é Luciano Mota do Nascimento, 44 anos. Ele estava dentro de seu carro, no dia 21 de dezembro de 2016, ao lado da esposa, Aline Albuquerque, 25 anos, e de dois filhos dela (que não são filhos dele). No veículo, além dos ocupantes, alguns presentes de Natal. Quando a família já chegava em casa, surge um assassino de arma em punho e desfere dois tiros na cabeça de Aline. Ela morreu na hora.

O crime foi no bairro de Bodocongó, em Campina Grande. Visivelmente ‘frio’, muita gente desconfiou da versão dada por Luciano à imprensa, ainda no local do assassinato. Mas desconfiar é uma coisa. Provar é outra.

É aí que entra em cena a imprescindibilidade da investigação criminal. A estória contada por Luciano – “fomos assaltados, e ela acabou baleada” – não batia com o cenário virtual montado pelos investigadores da Delegacia de Homicídios de Campina Grande. E logo nas primeiras 72 horas de investigação, “a Farsa” (nome da operação que desvendou o caso) estava praticamente desmontada. Só faltava provar.

O caso repercutia na mídia. Especulações e opiniões pipocavam de todos os lados. O desejo natural por ‘Justiça’ pautava as discussões nas redes sociais. Silenciosa e pacientemente, aquele grupo de policiais seguia os rastros do crime coletando os indícios que, na avaliação do Poder Judiciário, já eram suficientes para prender os suspeitos.

Menos de dois meses se passaram. Na quinta-feira, 09 de fevereiro, a Polícia Civil anunciou a prisão de Rodrigo de Oliveira Sousa, 18 anos (que apertou o gatilho assassino) e Max André Barbosa (“Tété”; 21 anos; o piloto da moto em fuga). Só faltava Luciano.

Num trabalho de investigação cujos detalhes não podem ser revelados (óbvio!), o marido de Aline foi surpreendido pela equipe da Delegacia de Homicídios de Campina Grande (PB) na cidade de Paulista (PE), no comecinho da manhã deste sábado, 11 de fevereiro. Ele estava foragido e, talvez, convencido de que não seria encontrado.

Preso e diante dos detalhes que o ‘atolam’ na cena do crime da companheira, o agora viúvo não ousou negar sua participação no delito. Não apenas confessou, como esmiuçou as motivações para tamanha covardia. “Ela me ameaçava com uma faca dentro de casa”, alegou, dizendo ainda que pagou R$ 1.500,00 aos assassinos.

“JUSTIÇA E PAZ”

Numa das conversas com familiares de Aline, um dos investigadores guardou para si um pedido quase mudo que ecoou vazio nos corredores da Delegacia em Campina Grade: “Eu quero justiça. Só vou ter paz quando eu ‘ver’ justiça para Aline”.

Para a investigação, o caso está desvendado. Que a Justiça ofereça a paz a quem por ela clama. 




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