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Publicada em 12/12/2014 | Autor: QAP

Quem assume a responsabilidade pelas sacolas arremessadas para dentro do Serrotão?
Quem assume a responsabilidade pelas sacolas arremessadas para dentro do Serrotão?

Dois homens tentaram, nada menos do que seis vezes, arremessar um pacote para dentro do presídio Serrotão, em Campina Grande, nesta semana. A sacola era tão pesada que foi preciso dividi-la em duas, para conseguir o feito. Tudo aconteceu durante o banho de sol dos detentos, a 20 metros de uma guarita. Eles conseguiram. E foram embora sem ser incomodados. E agora? De quem é a responsabilidade?

POLÍCIA MILITAR

A princípio, o policial militar que estava (ou deveria estar) naquela guarita deve ser chamado para dar explicações. As imagens são claras. Para quem não sabe, um PM tem obrigação de ficar naquele posto por duas horas. Depois ele desce (substituído por outro) e passa QUATRO horas no descanso. Em seguida, mais duas na guarita. E assim sucessivamente. Portanto, não é uma escala desumana. 

AGENTE PENITENCIÁRIO

O sistema penitenciário da Paraíba não é o pior do Brasil. Isso é fato. Mas também está muito longe de ser o ideal. O presídio do Serrotão é repleto de problemas estruturais que daria um livro, se fôssemos abordá-los. Mas já instalou um sistema de câmeras que vem ajudando bastante no serviço. Alguém deveria estar monitorando essas imagens, na hora da ação registrada no vídeo que segue. O que houve? Problemas técnicos? Uma saidinha no banheiro? Não havia ninguém no posto? O sistema de monitoramento não permite um acompanhamento eficaz de todas as câmeras ao mesmo tempo? Alguém tem que ser chamado a explicar.

COMANDANTES

Tanto no caso do PM quanto no do agente, é preciso saber se havia alguém em seus respectivos postos. E se não havia, “por quê?” Os respectivos comandos não dispõem de efetivo para tal? Se havia profissional escalado para lá, mas mesmo assim eles deram uma ‘escapulida’ sem justificativa plausível, o que vai acontecer com eles? Qual a punição? 

JUSTIÇA-IMPRENSA-SOCIEDADE...

Suponhamos que o agente do monitoramento e o PM da guarita estavam ‘em QAP’ e fizeram a sua parte. Daí, o policial deu voz para que os meliantes pareassem, ameaçou atirar, mas... Como estamos na era da “polícia cidadã”, ninguém é louco de ferir um ser humano a bala, só por causa de uma sacola, mesmo sem saber o que tem dentro dela. “Você corria risco de morte naquele momento? Não? Então por que atirou no rapaz?” Como a justiça, a imprensa e a sociedade reagiriam nessa hipótese?

GOVERNO

O governo vive errando eternamente quando não dá as condições necessárias para os profissionais da segurança pública cumprirem com suas obrigações. As guaritas do Serrotão são (sempre foram) um lixo! Sugerimos às entidades interessadas (sindicatos e associações) que lancem a campanha: “Todo deputado federal e estadual da Paraíba, além do governador, devem passar um plantão de 24 horas no Serrotão!”, para eles sentirem o drama. Mas convenhamos: no caso em tela, até que se prove o contrário, PARECE ter sido descaso de quem deveria estar atento. Seja de que lado for.

“O QAP contra os profissionais?”

Não. É exatamente o contrário. A maioria dos nossos homens e mulheres de tão espinhosa missão tem compromisso com o seu trabalho. É pensando justamente nesses trabalhadores que fazemos essa ‘critica’. 

Por que tanto peso naquela embrulho? Havia armas dentro daquela sacola? Caso houvesse, contra quem elas podem ser usadas?

Político nenhum vai tomar um ‘balaço’ num presídio. Se alguém tem algum registro desse no Brasil, envie-nos que queremos publicar. Cabe aos profissionais do setor cuidarem bem do seu próprio ambiente. E assumir a responsabilidade QUANDO ou SE assim ficar comprovado.

Clique e veja as imagens.  




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