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Publicada em 30/08/2016 | Autor: QAP

“QUEIMADAS”: Uma ação digna de elogios, mas sufocada pela revolta que nos impede o silêncio
“QUEIMADAS”: Uma ação digna de elogios, mas sufocada pela revolta que nos impede o silêncio

Ações TERRORISTAS de ataques a bancos no Brasil – e na Paraíba – deixaram de ser notícia há um bom tempo, diante da banalidade dos casos, mas a que aconteceu na madrugada desta terça-feira, 30 de agosto, na cidade paraibana de Queimadas, foi diferenciada.

Um grupo fortemente armado invadiu a cidade e usou como quis o gatilho de suas potentes armas, deixando a população em pânico. Vários moradores gravaram áudios e vídeos em seus telefones celulares, disseminando pela internet as informações em tempo real.

De acordo com os relatos, o bando disparou em frente ao destacamento da PM na cidade, em frente à delegacia e até na porta da cadeia pública. Para mostrar de uma vez “quem é que manda”, faltou apenas implodir o prédio da Justiça, derrubar a prefeitura municipal, desmoronar a Câmara de vereadores e atear fogo na casa dos políticos mais conhecidos da região. Seria a festa completa.

Como a bandidagem não é burra a esse ponto (pois a partir daí surgiriam recursos até de Júpiter para combater o crime de verdade no Brasil), os projéteis continuam tendo “alvo selecionado”. Ao menos por enquanto.

Há controversas sobre o objetivo fim dos bandidos: levar o dinheiro [segurado] do Banco do Brasil. Não sabemos detalhes e nem nos interessa. O diferencial de ato TERRORISTA foi, em primeiro caso, o cidadão gravemente ferido por tiros, naquele cenário de guerra.

O segundo aspecto ‘diferenciado’ do episódio foi a ação da Polícia Militar. Acionada pelos dois ou três policiais que o Estado abandona à própria sorte, os colegas de farda foram em comboio enfrentar os calibres de poder destrutivo tão devastador.

A PM só não chegou mais rápido porque os acessos ao local estavam, como sempre, repletos de grampos na pista. Ainda assim, os policiais se articularam, fizeram um cerco e conseguiram alvejar um dos bandidos. Há informações de que outros podem estar feridos.

O que tombou portava nada menos do que uma arma de calibre .50, usada em guerras e para derrubar até aeronaves. Se alguém ainda não sabe, colete balístico para “proteger” desse tipo de armamento é uma piada de muito mau gosto.

Todos os elogios para a ação da Polícia Militar. Mas é revoltante saber que o policial responsável pelo tiro certeiro no TERRORISTA é covardemente abandonado, maltratado, esquecido e humilhado por um Estado – brasileiro e paraibano – que não dá os mínimos sinais de querer enfrentar este e outros problemas com seriedade, seja na esfera administrativa ou legislativa.

Não implodiram o prédio da Justiça. Não derrubaram a prefeitura municipal. Não desmoronaram a Câmara de vereadores.  E não atearam fogo na casa dos políticos mais conhecidos da região. Apenas – e tão somente – fuzilaram viaturas e prédios da segurança pública.

Parabéns, bravo guerreiro! Pena existirem milhares de supostos servidores públicos recebendo dez ou vinte vezes mais do que a ‘recompensa’ que vai cair na sua conta, nesta quarta-feira, 31 de agosto. 




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