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Publicada em 19/09/2016 | Autor: QAP

PRESÍDIO: Parceria simples em João Pessoa ajuda na saúde pública
PRESÍDIO: Parceria simples em João Pessoa ajuda na saúde pública

Um dos setores onde mais se utiliza material de limpeza é a saúde pública, especialmente os hospitais, que precisam ser higienizados três vezes ao dia. Uma parte dessa necessidade está sendo sanada através de um projeto que envolve o Poder Judiciário, a Secretaria da Administração Penitenciária, O Instituto Federal da Paraíba (IFPB) e a Igreja. 

AS CONTRIBUIÇÕES

Todo mês, o TJ repassa para o projeto recursos provenientes de transações penais. Um curso de produção de sabão é realizado para presos do PB-1, de João Pessoa, ministrado pelo IFPB. A fábrica de sabão já tem inclusive logomarca [foto]. A Igreja Batista já se propôs a ajudar na arrecadação da matéria prima (soda cáustica, hipoclorito de sódio, desinfetante concentrado, essências e óleo de cozinha usado), que pode ser doada pela sociedade de um modo geral.

OS RESULTADOS

De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, a primeira remessa de sabão produzida pelo projeto foi doada ao Hospital Laureano, de João Pessoa. A coordenadora de Nutrição daquela unidade hospitalar resumiu muito bem as vantagens desse trabalho conjunto. 

“É de suma importância esta parceria entre a Secretaria de Estado da Administração e o Hospital Napoleão Laureano. É uma ajuda a mais. A gente trabalha com 150 leitos, que todos os dias, 3 vezes ao dia, são limpos, porque existe a rotatividade de paciente. Então o gasto com material de higiene é muito grande. Portanto, é uma soma a mais para o nosso hospital filantrópico”. 

O EXEMPLO

O projeto em tela trata apenas de ‘sabão’. Mas temos material humano suficiente para a produção de outras necessidades governamentais (portanto, do POVO), como fardamentos, assentos escolares, produtos e serviços destinados ao cotidiano do próprio sistema prisional. Com um pouco de esforço, tudo isso pode se transformar em mais exemplos.

OS ‘IDEAIS’

Estamos muito longe ainda de falarmos em “transformação” no sistema prisional, apenas com medidas isoladas. Porém, “bandido bom” é aquele que, preso, poderá (deverá!) prestar o máximo de serviços à sociedade; diminuir seus custos na prisão; limitar suas possibilidades de indisciplina no presídio; aprender algo de útil na cadeia; mostrar que merece os benefícios ainda estabelecidos em lei.  

A sociedade, unida, pode e deve adotar alternativas de transformação no sistema prisional. Quem cumpre pena pode e deve entender que estamos em busca de um modelo penal que ‘puna’ de verdade. 

E a escolha final será de cada um. 




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