Quinta-Feira, 22 de Junho de 2017

Publicidade

ASSORAC

Publicada em 13/07/2015 | Autor: QAP

Mais um motivo para não comemorarmos tanto a “lei do crime hediondo”
Mais um motivo para não comemorarmos tanto a “lei do crime hediondo”

O policial civil Justino Alves da Silva, de Rondônia, foi surpreendido por dois assaltantes nesse sábado, 11 de julho. Ele tentou reagir e, por isso, foi alvejado. Não resistiu aos ferimentos.

De acordo com a imprensa daquele estado, o assassino levou alguns objetos da vítima. Portanto, trata-se de um latrocínio (“matou para roubar”). E, consequentemente, crime hediondo.

Na semana passada, a presidente Dilma Rosself sancionou a lei 13.142/15, que classifica como “crime hediondo matar agentes de segurança EM SERVIÇO”.

Se, ao invés de tentar sacar uma pistola, Justino apenas erguesse os braços e se identificasse como policial, muito provavelmente ele seria abatido. Morreria da mesma forma. O assassino, se capturado, responderia por crime hediondo não pelo fato de a vítima ser policial (ele estava de folga), mas pelo tipo penal “latrocínio”.

O homicídio qualificado é crime hediondo. Exemplo? Quem mata alguém usando qualquer meio considerado ‘cruel’; quem mata alguém numa briga de bar ou no trânsito; quem mata alguém de modo que impeça a possibilidade de defesa por parte da vítima...

Latrocínios acontecem todos os dias. Crimes hediondos são cometidos talvez um por hora no Brasil. Respeitando as opiniões divergentes, essa lei do crime hediondo para quem matar policial, na nossa opinião, não trará o efeito esperado.




Leia Também

  1. HOJE: Policial é morto em São Paulo após ser identificado...
  2. A execução de mais um policial no Brasil e a ‘mancada’...
  3. CRIME HEDIONDO? - Policial é assassinado durante assalto no...

Publicidade

Borda Comunicação