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Publicada em 30/01/2017 | Autor: QAP

“KLAUS” – O que está sendo feito para inibir o assassinato de policiais?
“KLAUS” – O que está sendo feito para inibir o assassinato de policiais?

O investigador criminal Klaus Cruz de Lima foi assassinado por um preso dentro da Delegacia de Homicídios da cidade de Patos (PB), nesse domingo, 29 de janeiro. A informações [ainda confusas] são de que, mesmo algemado, o preso teria conseguido pegar uma arma e atirar no policial civil. O criminoso também foi baleado e morto.

De 2015 até hoje, já são quatro policias civis assassinados na Paraíba, sem contar os casos que vitimaram policiais militares e agentes penitenciários. A pergunta que se faz é: o que está sendo feito para inibir assassinatos de agentes de segurança na Paraíba e no Brasil?

Parece até um questionamento ‘vazio’. Pudera. A matança de policiais neste país é tida como ‘normal’ há décadas. Mas reflita na pergunta: “o que está sendo feito para inibir assassinatos de agentes de segurança?”

Para que todo e qualquer problema seja ‘resolvido’, é preciso que conheçamos as causas dele. Em fevereiro de 2015, o jornal O Globo publicou uma matéria informando que “mais de 200 juízes ameaçados contam hoje com um esquema especial de proteção da polícia”. Como não temos notícias de magistrados sendo assassinados a toque de caixa, supõe-se que a medida esteja dando certo. Existe ao menos um ‘plano’ para proteger os homes da capa preta. Mas, e a polícia? Qual é o plano para policiais?

A violência contra a mulher no Brasil fez surgir a Lei Maria da Penha, que, de acordo com alguns estudos, vem dando bons resultados. A proteção específica não parou por aí. A mais nova arma de defesa feminina foi batizada de “Botão do Pânico”, aparelho que agiliza o socorro policial, em situações de ameaça. É um ‘plano’. Mas quem tem um plano que se encaixe nas necessidades dos agentes de segurança?

A calçada da Casa de Albergue do Monte Santo, em Campina Grande, era local de crime [de homicídio] constante. Com os portões abertos às 5h da manhã, os presos do regime aberto saem totalmente desprotegidos. Presa fácil. De tanto morrer gente matada no local, a Polícia Militar chegou a reservar uma viatura para fazer a segurança dos albergados pelo menos naquele horário. Coincidência ou não, cessaram as mortes à época. Era/foi/é um plano. E o plano para policiais onde está?

Ainda na esfera prisional, as guerras recentes no presídio de Alcaçuz, em Natal (RN), acabou por despertar um ‘plano’: dividir a área interna ao meio, com o uso de contêineres, dificultando o confronto entre as facções. Evidente que não é a salvação da cadeia, mas... “Pensaram em alguma coisa”. E para policiais? Pensam em quê?

Nos três exemplos acima – juízes, mulheres e detentos –, o governo teve de arcar no mínimo com recursos financeiros e/ou efetivos policiais para as respectivas funções específicas. Vamos perguntar de novo: quais são as medidas que direcionam recursos financeiros e/ou efetivo policial exclusivamente para a proteção dos agentes de segurança?

Se a resposta for “Não precisa”, perdoe-os. O Brasil, com suas 500 fardas e distintivos tombados por ano, tem mais policial assassinado do que juiz ameaçado.

Onde está o plano? Quem tem o poder/dever de elaborar e manter esse plano? 




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