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Publicada em 04/08/2016 | Autor: QAP

CRISE NO RN: Prefeito de Natal diz que polícia é ineficiente; policial vereador rebate declaração
CRISE NO RN: Prefeito de Natal diz que polícia é ineficiente; policial vereador rebate declaração

Os atos terroristas praticados por criminosos no Rio Grande do Norte levaram o governador do estado, Robinson Faria, a convocar o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, para uma reunião cuja pauta seria a crise na segurança pública.

O prefeito não teria comparecido ao encontro e, de quebra, em entrevista ao Jornal 96, nessa quarta-feira, 3 de agosto, disse que “as polícias Civil e Militar são ineficientes e levaram um ‘totó’ da bandidagem”.

A declaração, claro, não caiu bem. E teve imediata resposta do cabo Jeoás, que é policial militar e vereador em Natal. Na avaliação do cabo, o prefeito não poderia tratar as corporações desta maneira, especialmente diante do atual momento vivenciado naquele estado, já que centenas de profissionais da segurança, mesmo de folga, estão nas ruas para tentar frear os ataques.

- Enquanto vereador em Natal, apresentei diversos projetos para contribuir com a segurança pública da capital, mas foram sumariamente vetados pelo prefeito Carlos Eduardo – rebateu Jeoás, além de lamentar as precariedades enfrentadas pelos guardas municipais daquela cidade.

DUAS LIÇÕES

O episódio (narrado pela assessoria de imprensa do edil) nos deixa dois ensinamentos. O primeiro é de que, pouco ou muito, os municípios também têm responsabilidade no quesito ‘violência’. Se a Educação básica também é fundamental para a formação do [bom] cidadão, basta refletirmos sobre a qualidade das escolas municipais (é só um exemplo).

O segundo ponto é a importância de um representante da Segurança Pública no Poder Legislativo, seja qual for a esfera. Não fosse a intervenção do cabo, talvez a suposta ingratidão do prefeito de Natal ficasse sem o devido e necessário revide. 

Médico entende de saúde. Professor entende de Educação. Quem vive (e morre) todos os dias no fogo cruzado da violência deve ter vez e voz nesta discussão. 




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