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Publicada em 11/02/2014 | Autor: QAP

AUTOCRÍTICA: Um “QRX” para refletirmos sobre nossas falhas
AUTOCRÍTICA: Um “QRX” para refletirmos sobre nossas falhas

Na semana passada, a Polícia Militar em Campina Grande agiu rápido e prendeu nove pessoas acusadas de assalto em um só dia. Entre os suspeitos estava Ivanildo Ferreira, ex-jogador de futebol, que entrou no rol dos acusados porque sua moto foi utilizada no assalto a um correspondente bancário do Detran.

Ivanildo foi apresentado à imprensa junto com os outros homens detidos e passou dois dias preso. Após uma investigação mais criteriosa, descobriu-se que Ivanildo não tinha nada a ver com o crime e que sua moto havia sido roubada pelos bandidos, antes do ataque à agência (é o que ele afirma e os próprios assaltantes confirmaram na delegacia).

O episódio inspirou a criação do tópico “AUTOCRÍTICA”, uma seção que dedicaremos neste portal exclusivamente para analisarmos os nossos erros (intencionais ou não) enquanto profissionais de segurança pública.

Idealizamos o ParaibaemQAP, em Agosto de 2009, porque sabemos que em muitas situações os profissionais da área são injustiçados. Víamos os trabalhadores do setor como profissionais órfãos de um veículo de comunicação, mínimo que fosse, que mostrasse mais os nossos bastidores, as nossas dificuldades e até a importância do nosso trabalho, realizado na maioria das vezes com amor à causa e compromisso com o povo. Ainda nos falta um espaço mais “amplo” na mídia, mas vamos fazendo a nossa parte na medida em que as condições nos permitem.

Hoje, temos a imensa satisfação de saber que a mensagem deste humilde portal chega a setores, departamentos e personalidades que você, leitor, não imagina. Se por um motivo qualquer o ParaibaemQAP tivesse que sair do ar hoje, publicaríamos as nossas últimas palavras com a certeza de que acumulamos mais acertos do que erros durante essa caminhada. E daríamos adeus com a certeza da missão cumprida.

Mas nós, profissionais da segurança, não somos infalíveis. Acreditamos que chegou a hora de analisarmos também as nossas falhas, sempre com o olhar construtivo da nossa autocrítica.

O caso de Ivanildo, portanto, parece ser um exemplo do quanto algumas de nossas ações podem prejudicar a vida de inocentes, quando a nossa missão é justamente proteger o(a) cidadão(ã) de todo mal, o que na verdade já fazemos nas milhares de ocorrências policiais no decorrer dos anos. Basta dizer que somete a PM registra uma média de 900 atendimentos por mês em Campina, e quase a totalidade deles resulta em benefício real à sociedade.

Sem queremos buscar a perfeição – nem os países de primeiro mundo conseguem os “100%” –, passemos a refletir sobre nossos erros também.

*Foto: G1/Paraíba




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