Sexta-Feira, 23 de Junho de 2017

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Publicada em 16/02/2017 | Autor: QAP

A reunião de ontem e os dois fatores que mostram o crescimento da Aspol
A reunião de ontem e os dois fatores que mostram o crescimento da Aspol

A Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba (Aspol) realizou uma Assembleia Geral nessa quarta-feira, 15 de fevereiro, em João Pessoa, para debater uma série de assuntos com a categoria. O ponto mais importante da pauta foi o que a entidade pleiteia como ‘justiça salarial’.

Entretanto, analisando-se bem o contexto da reunião, o grande público presente não foi atraído apenas pelo anseio das vantagens remuneratórias. Afinal, o governo do estado já havia anunciado, um dia antes, a incorporação de gratificações ao salário dos policiais civis e militares, e a exposição dos ‘ganhos’ rapidamente se disseminaria nos grupos de internet. Não haveria necessidade de se deslocar 100, 200, 300 km para ouvir a Aspol.

A possibilidade de deflagrar uma greve – outro tema que costumeiramente atrai muitos profissionais às reuniões de suas entidades – também não foi a força motriz dessa Assembleia, tendo em vista que nem a PC nem a PM paraibanas nutrem, hoje, agora, neste instante, um clima propenso à paralisação das atividades. Um dia, quem sabe...

Se não foram ‘aumento salarial’ nem ‘greve’, o que possibilitou, então, arregimentar tantos policiais em João Pessoa? Apostamos sem pestanejar que os investigadores da Polícia Civil estão cada vez mais cientes de sua importância nas grandes operações policiais que têm feito diminuir os índices de violência em determinadas modalidades criminosas.

O próprio governo do estado, quando anuncia os números positivos em suas estatísticas, revela por tabela o quanto as polícias vêm trabalhando para isso. E no caso dos homicídios – o maior ‘calo’ do país –, fatia considerável do mérito vai cair no colo de quem trabalha “sem ser percebido” pela sociedade.

Não vamos listar aqui os casos elucidados com êxito e profissionalismo pela Polícia Civil da Paraíba, porque isso já está bem sedimentado nos meios de comunicação. O fato é que os investigadores da PC são peça-chave nesse processo e estão cada dia mais cientes disso.

Na Assembleia de ontem, a Aspol conseguiu – com a credibilidade que vem solidificando seu nome – reunir mais de 400 policiais “de Cabedelo a Cajazeiras”. Pode parecer pouco, mas se agiganta quando lembramos que toda a Polícia Civil é composta por pouco mais de dois mil profissionais, incluídos aí delegados e motoristas.

É como se a Polícia Militar, com seus 10 mil membros, conseguisse juntar 2 mil em uma tarde, para tratar dos mesmos assuntos. Quem é do ‘ramo’ sabe que a missão não é fácil.

Resumindo, os ‘ganhos’ financeiros detalhados pela Aspol na Assembleia poderiam ser compartilhados num mero grupo de watsapp. Mas a categoria deu uma prova cabal de que está se organizando e quer ir além.

E vai conseguir. 




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