Quinta-Feira, 22 de Junho de 2017

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Publicada em 20/09/2015 | Autor: QAP

A execução de mais um policial no Brasil e a ‘mancada’ de um japonês
A execução de mais um policial no Brasil e a ‘mancada’ de um japonês

Na noite dessa sexta-feira, 18 de setembro, o soldado Macio de Souza, Costa, 38 anos, da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, foi assassinado com tiros na cabeça, ao ser abordado por dois bandidos em uma moto, na cidade de Parnamirim. A esposa do policial estava no carro e também foi atingida, mas sobreviveu.

Recentemente, os ‘gênios’ parlamentares brasileiros aprovaram uma lei que trata como crime hediondo o assassinato contra profissionais de segurança pública. Mas já que Macio estava de folga, esqueça. A lei só vale para quem estiver em serviço. Portanto, será um crime como outro qualquer, mesmo que se comprove depois o puro interesse de matar o PM devido à sua profissão, e não um latrocínio, como se cogita em parte da imprensa do RN. Ainda não entendemos por que razão milhares de policiais brasileiros comemoram a tal “lei do crime hediondo em prol dos policiais”.

No Japão (por exemplo) não tem isso. Seja a vítima policial ou não. Há exatos dois anos, Tokuhisa Kumagai, esse japinha que aparece de óculos escuros na foto, sentiu ‘no pescoço’ o que estamos dizendo. Ele achou de assaltar e matar a tiros o dono de restaurante no seu país, no ano de 2004. Foi preso, investigado e condenado à morte. Em setembro de 2013, num presídio japonês destinado apenas para os condenados à pena capital, o chão desapareceu dos pés de Kumagai.

O povo japonês soma aproximadamente 130 milhões de habitantes. Naquele mesmo trágico ano de 2013 para Tokuhisa, seu país contabilizou 939 assassinatos. Vamos rir um pouco? A Paraíba, com seus meros 4 milhões de habitantes, costuma sepultar uma média de 1.500 pessoas assassinadas por ano. E nem chega a ser o pior exemplo do Brasil.

A lei japonesa é tão firme que o condenado à morte só fica sabendo da execução algumas horas antes do ‘evento’. A família do sentenciado só toma conhecimento depois do enforcamento (vai lá apenas buscar o corpo...). Isso, somado a uma série de outros fatores, faz do Japão um dos países mais seguros do planeta. Afinal, se a pena de morte não funcionasse, qual a razão de mantê-la firme e forte em um país tão civilizado?

BRASIL

Se – estamos dizendo ‘SE’ – os assassinos do soldado Macio vierem a ser presos, eles serão encaminhados a um sistema prisional que nunca funcionou e nem mostra horizontes de utilidade. Passarão o dia inteiro no ócio, formarão grupos criminosos dentro da prisão, terão tempo de sobra para consumir drogas e ordenar crimes por telefone ou através de alguns (ou muitos?) advogados, terão dois dias de sexo por semana dentro da cadeia e, numa continha de bodega  rápida anexada na parede da cela, já sabem mais ou menos o dia que deixarão o presídio. A liberdade vos espera...

Olhando bem profundo a foto acima, a grande mancada de Tokuhisa foi não ter vindo morar, assaltar e matar no Brasil. Se tivesse cometido aqui o seu crime de 2004, estaria vivinho da silva.

E na rua. 




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