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Publicada em 12/07/2016 | Autor: QAP

A ‘carapuça’ que o caso Ana Hickmann está vestindo em milhares de policiais no Brasil
A ‘carapuça’ que o caso Ana Hickmann está vestindo em milhares de policiais no Brasil

Um desequilibrado mental de nome Rodrigo Augusto de Pádua arquitetou milimetricamente um plano para matar a modelo e apresentadora de TV Ana Hickmann, em maio deste ano. O crime só não foi consumado porque o cunhado da apresentadora, Gustavo Correa, conseguiu reagir e tomar a arma de Rodrigo, matando-o em seguida.

A investigação da Polícia Civil de Minas Gerais, onde aconteceu o episódio, revela que se o maluco não tivesse concretizado o plano naquele instante, o faria em outra ocasião. Naquele mesmo dia ou não.

O ‘problema’ é que os tiros efetuados por Gustavo acertaram a nuca do psicopata. E para a lei brasileira, isso parece ser muito mais importante do que qualquer outra circunstância.

Enquanto a Polícia Civil pediu o arquivamento do processo, entendendo o caso como legítima defesa, o Ministério Público de MG opinou pela prisão de Gustavo por homicídio doloso (quando há intenção de matar). E a Justiça concordou.

Desde então, Ana e seus familiares fazem uma verdadeira campanha em defesa do cunhado. Pudera. No dia do ocorrido, Rodrigo ainda efetuou um disparo atingindo no braço a esposa de Gustavo. “Que homem em sã consciência não reagiria?”, questionou Hickmann, em entrevista à imprensa.

Voltando às interpretações da lei, ‘reagir’ é uma coisa. ‘Exceder’ é outra. Do ponto de vista legal, é como se Gustavo tivesse a obrigação de se desprender de todas as reações bioquímicas de um ser humano e agir conforme a lei, num momento de tamanho estresse emocional, causado por um criminoso.

Em outras palavras: é preciso ter em mente os preceitos do Código Penal e agir conforme aquelas normas. Mas não demore muito tempo pensando. Pois tem alguém furioso à sua frente com uma arma na mão.

O ‘caso Hickmann’ é uma roupagem que veste muito bem em centenas (talvez milhares) de fatos parecidos, onde os réus são profissionais de segurança pública que “descumpriram a lei” motivados pela ação de um assassino, assaltante, traficante, etc.

A diferença é que Ana tem uma mídia forte e poderosa ao seu lado.   




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